Pesquisas presidenciais 2026

Análise · ElectioLab

Dinheiro e Votos

FEFC, gastos de campanha e as pesquisas presidenciais 2026

O Fundo Especial de Financiamento de Campanha (FEFC) distribui R$ 4,9 bilhões entre candidatos. Mas quem recebe mais, lidera nas urnas? O cruzamento dos repasses oficiais do TSE com as médias ponderadas das pesquisas revela padrões — e surpresas.

FEFC 2026 — dados oficiais TSEAds digitais 2022 — benchmark (Google + Meta)Média ponderada de pesquisas — ao vivo

O que é o FEFC?

Total disponível em 2026

R$ 4,9 bi

Fundo público de campanhas

Critério de distribuição

Representação

Proporcional à bancada na Câmara

Uso permitido

Qualquer mídia

TV, radio, digital, estrutura

O FEFC foi criado em 2017 após o STF proibir doações de empresas a partidos e candidatos (ADI 4.650, 2015). Ele substituiu o sistema de financiamento privado corporativo e concentrou o custeio das campanhas no erário público.

Os partidos recebem do TSE e distribuem internamente aos candidatos. Os repasses são públicos e auditáveis via prestação de contas no Portal do TSE. O ElectioLab captura esses dados automaticamente e cruza com as posições nas pesquisas.

Ranking FEFC 2026 × Pesquisas

Dados de FEFC ainda não disponíveis

Os repasses individuais do FEFC 2026 são publicados pelo TSE conforme os partidos registram a prestação de contas. Esta página atualiza automaticamente quando os dados entrarem.

Fontes: TSE (FEFC 2026), Google Ad Transparency Center e Meta Ad Library (ads 2022 — benchmark), ElectioLab (médias ponderadas ao vivo). Como funciona a média?

Benchmark: gastos em propaganda digital em 2022

Os dados de Google Ads e Meta abaixo são da eleição de 2022 e servem como linha de referência. A partir de agosto de 2026, quando começar o período oficial de campanha, o ElectioLab capturará os dados de 2026 automaticamente.

BolsonaroPLgoogle
R$ 28.7 mi
Ciro GomesPSDBgoogle
R$ 3.6 mi
HaddadPTgoogle
R$ 1.4 mi
Simone TebetMDBgoogle
R$ 1.3 mi
Ratinho JrPSDgoogle
R$ 607 mil
ZemaNOVOgoogle
R$ 555 mil
Joao AzevedoPSBgoogle
R$ 374 mil
Eduardo RiedelPSDBgoogle
R$ 342 mil
R$ 265 mil
R$ 161 mil

Por que comparar 2022 e 2026?

Os gastos em propaganda digital crescem eleição a eleição. Em 2018, o total foi irrisório; em 2022, ultrapassou R$ 100 milhões entre os principais candidatos. Para 2026, analistas estimam um crescimento de 40%–70% sobre 2022, impulsionado pela regulação mais estável do Google/Meta e pelo crescimento do eleitorado digital. Os dados de 2022 permitem calibrar expectativas e estabelecer ranking relativo entre candidatos recorrentes.

Dinheiro garante votos?

A literatura de ciência política é consistente: financiamento de campanha tem efeito marginal nas intenções de voto em disputas presidenciais de alta visibilidade. O motivo é que, nesse nível, a cobertura jornalística gratuita supera em alcance qualquer gasto pago.

Isso não significa que dinheiro seja irrelevante. Ele importa em três momentos: (1) na fase de construção de imagem, antes do candidato ter visibilidade orgânica; (2) em eleições locais, onde a cobertura espontânea é escassa; (3) no ground game — comícios, materiais, cabos eleitorais — que as pesquisas não medem diretamente mas impactam o dia do pleito.

Nas pesquisas presidenciais 2026, os candidatos com maiores médias ponderadas são exatamente aqueles com maior presença na mídia orgânica, independente do FEFC. O fundo eleitoral, nesse ciclo, serve mais para consolidar do que para construir.

Correlação positiva

Alta verba, alto voto

Candidatos de partidos grandes com bancada expressiva recebem mais FEFC e costumam já ter alta visibilidade. A correlação existe, mas é espúria — o tamanho do partido explica ambas as variáveis.

Baixa conversão

Alta verba, baixo voto

Partidos médios com bancada relevante recebem FEFC substancial para candidatos que mal chegam ao 1% nas pesquisas. Aqui o fundo serve para marcar presença institucional, não para vencer.

O que esperar em 2026

Início do período de campanha

Ago 2026

Ads digitais liberados

Primeiro turno

Out 2026

2 de outubro

Segundo turno (se houver)

Out 2026

30 de outubro

Esta página atualiza automaticamente quando novos dados de FEFC ou propaganda digital forem publicados pelo TSE e pelas plataformas. Última atualização: 2026-06-01.

Perguntas frequentes

O que é o FEFC e como é distribuído?

O FEFC (Fundo Especial de Financiamento de Campanha) é o principal fundo público de campanhas eleitorais no Brasil. Ele é distribuído pelo TSE entre os partidos com base na representação parlamentar, e cada partido repassa aos seus candidatos conforme decisão interna. Em 2026, o valor total disponível é de aproximadamente R$ 4,9 bilhões.

Por que candidatos com mais dinheiro nem sempre lideram as pesquisas?

Verba de campanha é um recurso, não um garantia. Candidatos com alta rejeição ou pouca presença regional podem gastar muito sem converter em votos. Além disso, candidatos com forte estrutura de partido ou grande visibilidade prévia precisam de menos investimento para manter posições. Os dados do FEFC cruzados com as pesquisas ilustram bem essa dinâmica.

Os dados de gastos em Google Ads e Meta são de 2022 ou 2026?

Atualmente, os dados de propaganda digital disponíveis são de 2022, ano da última eleição presidencial. Eles servem como linha de base para comparação. A partir de agosto de 2026, quando começar o período oficial de campanha, o ElectioLab passará a capturar os dados de 2026 automaticamente do Google Ad Transparency Center e da Meta Ad Library.

Candidatos podem usar dinheiro do FEFC para pagar Google Ads?

Sim. Recursos do FEFC podem ser usados para qualquer tipo de propaganda eleitoral, incluindo Google Ads, Meta (Facebook e Instagram) e outras plataformas digitais. A proporção destinada a digital variou entre 15% e 40% do total nas últimas eleições. O TikTok é exceção: proíbe propaganda política paga no Brasil desde 2019.

Como o ElectioLab calcula a média ponderada das pesquisas?

A média usa quatro fatores: (1) Recência — pesquisas recentes têm mais peso; (2) Amostra — amostras maiores valem mais; (3) Metodologia — pesquisas presenciais têm peso maior que online; (4) Acurácia histórica do instituto. O resultado é uma média W = Wr × Wa × Wm × Wi. Mais detalhes em /metodologia.

O FEFC substitui completamente o financiamento privado?

Não. Pessoas físicas podem fazer doações a candidatos dentro dos limites legais (máximo de 10% dos rendimentos brutos). Doações de empresas a candidatos são proibidas desde 2015 (ADI 4.650). Além do FEFC, partidos podem usar recursos do Fundo Partidário (FPOE) para custear estrutura, mas não diretamente a campanha.

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